23 Agosto 2011

Ato e Romaria no Aterro Mantovani

A 13ª Romaria da Terra e das Águas de São Paulo realizada na manhã gelada de domingo (21/08/11) teve como tema a exigência de recuperação de uma área contaminada, o Aterro Mantovani, situado entre os municípios de Santo Antônio de Posse e Holambra, na Região de Campinas e a responsabilização das empresas causadoras. O Sindicato Químicos Unificados e a Associação dos Trabalhadores Expostos a Substâncias Químicas (Atesq – ex-trabalhadores Shell/Basf), a InterSindical, Vítimas do Aterro Mantovani, CPT, MST e Psol participaram da organização da atividade.

O crime

O Aterro Mantovani é um dos maiores crimes ambientais cometidos no Brasil. Nele foram despejadas, de forma irresponsável e consciente, principalmente por indústrias multinacionais, mais de 350 mil toneladas de resíduos tóxicos, o que causou a contaminação do solo, da água e doenças na população de toda a região.

Passados 37 anos de sua abertura, até hoje poucas medidas efetivas foram tomadas para recuperar a degradação ambiental e nenhuma das cerca de 60 empresas que cometeram esse crime foi severamente punida.

História

Entre 1974 e 1987 (ano em que foi fechado pela Cetesb), o Aterro Mantovani recebeu todo tipo de resíduo industrial perigoso, como por exemplo metais pesados, sem qualquer tipo de tratamento ou precaução. Essa área, contaminada, está situada na Bacia Hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. No seu subsolo encontra-se o Aquífero Bauru, que contribui para a alimentação do importante Aquífero Guarani, que é a maior reserva subterrânea de água doce do mundo.

Durante anos, nada disso foi levado em conta pelas multinacionais, que criminosamente continuaram a despejar lixo tóxico, e nem pelo governo do Estado de São Paulo, que se manteve omisso e até chegou a autorizar o depósito.

Até hoje não há uma solução definitiva para o problema. A poluição continua a avançar pelo subsolo e a população do entorno a sofrer com seus efeitos a partir do solo que vive, da água que bebe e do ar que respira.

Um destaque especial as pessoas que nos últimos 5 meses se reuniram para viabilizar a mobilização e Romaria:

Anthero Vieira (Sindicato dos Químicos Unificados), Antonio de Marco Rasteiro (Atesq), Andrelina Vieira (CTP-SP), Sebastião Setin e Cleide Setin (Representante dos Moradores do Aterro Mantovani), Carina Bentlin (jornalista), Cássia Filetti (Psol) e  membros da comunidade local.


















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